Ventos do Sul

Por Arthur Otto Niebuhr, servidor público na Justiça Eleitoral

Por Redação em Vozes

24/08/2020 10:58

Nos pampas e nos quintais,

Nas praias e nas pradarias,

Nas rodas e nas rocas,

Vejo uma gente sofrida.

Mestiça, alemã, italiana,

Bugra, polonesa, negra.

Já houve caudilhos e generais,

Ditadores e milongueiros,

Gardel e Teixeirinha,

Lucena e Cruz e Souza.

 

Já fomos esquecidos pela Monarquia

E esmagados pela República.

Já choramos com Brizola,

Planejamos com Lerner,

Governamos com Nereu Ramos.

Já fomos integralistas e comunistas,

Já recebemos Jair e expulsamos João,

Pegamos em armas e em anzóis.

Quem há de nos condenar por sermos humanos?

 

Sempre que sopra esse vento.

Me lembro de que sou do Sul

E isso me faz brasileiro quase portenho.

Entendo a valsa e o samba.

Conheço a morena e a loura.

Gosto de churrasco, mate e café.

                                              

Sempre que sopra o vento na Barra do Leão,

Me lembro que preciso voltar para a minha prenda

E me deleitar na minha Campos Novos.

Pois a vida é um sopro

E Deus mateou por aqui, no sétimo dia.

Que soprem os ventos do Sul...

Ao som de um belo violino do Simão.                                   

Ventos do Sul

Arthur Otto Niebuhr é servidor público, trabalha na 7ª Zona Eleitoral de Campos Novos

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