UTI Covid do HUST está com 100% de ocupação

Com hospital de referência lotado, pacientes de Campos Novos serão encaminhados para outros hospitais da região

Por Redação em Covid-19

13/07/2020 15:24

UTI Covid do HUST está com 100% de ocupação

Nesta segunda (13), o Hospital Universitário Santa Teresinha (HUST) de Joaçaba divulgou que os leitos da Ala Covid-19 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) atingiram a capacidade máxima, com 100% de ocupação. Ao todo são sete leitos na UTI, reservados exclusivamente para o tratamento de pacientes suspeitos e confirmados, com complicações respiratórias mais graves. A taxa de ocupação também é elevada nos leitos de enfermaria do Covid-19, com taxa de ocupação em 80% nesta segunda-feira. Ao todo, são 10 leitos nesta ala.

Conforme a secretária de saúde de Campos Novos, Mayara Serena, não há nenhum paciente do município internado na UTI de Joaçaba, mas são dois na ala clínica – um confirmado e um com suspeita em avaliação. Segundo ela, com a falta de vagas em Joaçaba, caso haja necessidade os pacientes são encaminhados para outros hospitais de referência na região Meio-Oeste (Videira, Concórdia, Curitibanos ou Caçador), direcionados para o local mais próximo do domicílio ou onde tiver vagas. O hospital de Lages também pode ser uma possibilidade, caso seja necessário.

Fecam cobra mais leitos

Na semana passada, Santa Catarina registrou o número mais alto de pacientes com coronavírus internados em leitos de UTI. A taxa total de ocupação chegou a 67,43% no estado na quinta-feira (9). Ao todo são 522 leitos de UTIs do SUS, sendo que 352 destes estavam ocupados. Conforme informações da Secretaria de Estado da Saúde, a região da Foz do Itajaí estava com 100% dos leitos ocupados, seguida da região da Grande Florianópolis com 83,15% e a região do Planalto Norte, com 73,12%. A região Meio-Oeste e Serra é a que tinha menor ocupação, dos 77 leitos, apenas 25 estavam ocupados, representando uma taxa de 32,47%.  

Para o presidente da Federação Catarinense dos Municípios (FECAM), prefeito de Major Vieira, Orildo Severgnini, os números preocupam e exigem rapidez dos governos federal e estadual para a habilitação de novos leitos. Os municípios aguardam a liberação de 56 novos leitos pelo Ministério da Saúde. “Tínhamos noção que teríamos uma grande demanda de UTIs, mas esbarramos na burocracia do governo federal para poder credenciar esses leitos e agora estamos pagando um alto preço por isso”, destacou o presidente.

Além dos leitos de UTI, outra preocupação da Federação é com a falta de medicamentos para sedação de pacientes e de bombas de infusão e monitores para os respiradores. “Esses materiais são essenciais para os atendimentos. Vamos continuar cobrando para que tudo seja reposto o mais breve possível”, destacou o presidente.

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