Uma luz no fim do túnel

Ivan Ramos fala sobre as preocupações do agronegócio catarinense em relação ao governo estadual

Por Redação em Vozes

18/11/2020 13:24

A expressão “uma luz do fim do túnel” tem sido usada para expressar a proximidade de resolução de um problema que vem se enfrentando e que mostra muita indefinição ou falta de horizonte. Essa frase pode ser interpretada de diversas formas, dependendo problema, e do peso que cada um dá sobre o assunto.

No nosso caso, a preocupação da falta de luz no fim do túnel pairava até alguns dias, quando politicamente nosso estado vinha enfrentando dificuldades, de expectativa de futuro, em razão dos processos de impeachment que tramita na esfera politica e judicial.

Havia dois motivos de preocupação: um de que os processos poderiam demorar na sua conclusão, provocando atrasos de muitos projetos e providências que o governo precisa tomar e decidir na reta final do ano. O outro seria a possível alteração do sistema de governar, que implicaria em mudanças de pessoas, e consequentemente de visão governamental e que também levaria a postergação de decisões, afetando projetos que não poderiam ser parados indefinidamente.

A luz no fim do túnel veio com a decisão do Tribunal especial formado por deputados e desembargadores da Justiça, que mudou a rota do que estava sendo desenhada. Está havendo uma mudança sim, mas talvez não de tanta expressão, como se mudasse o sistema de administrar.

A então vice-governadora Daniela Reinehr, teve divergência com então governador Carlos Moises, mas, pelo menos no principal que ambos pregavam, parece ter afinidade, pois, se elegeram com a mesma proposta de fazer um governo eficiente e tecnico com menor ingerência política.

Talvez a forma de se relacionar com a sociedade e com deputados fosse diferente, mas, a proposta de governo não. Com a exclusão da então vice-governadora do processo do impeachment, não deve mudar a forma de governar, e as propostas devem permanecer. 

Ainda pairam dúvidas sobre a permanência ou não da vice no cargo de governadora, pois, os processos contra Carlos Moises continuam, e ainda existe a possiblidade dele retornar ao Poder. Mas mesmo que isso aconteça, em principio o sistema dos dois se assemelha.

E porque a preocupação de eventuais mudanças politicas na gestão?

Porque nós do setor agropecuário e cooperativismo temos diversas parcerias governamentais e que se paralisarem, teria repercussão expressiva nomeio rural. Não porque o outro sistema fosse contrário, mas, sim pelo momento da mudança, bem no auge de se programar as ações e recursos para o próximo ano.

Por essa razão afirmamos que uma luz no fim do túnel, já mostra possibilidades de continuidade das ações no nosso setor, e certamente também em outras áreas do governo. Voltamos a ressaltar que não nos cabe avaliar o mérito dos processos, mas, sim manifestar a preocupação de que uma troca de política governamental, quer queiramos, quer não, exige adaptações e isso leva um tempo para amadurecer e nem sempre as decisões são compatíveis com as necessidades operacionais do setor e da população catarinense.

Embora ainda não haja nenhum pronunciamento oficial da Governadora sobre a secretaria da Agricultura, estamos a entender que não deve haver mudanças que provoquem solução de continuidade no setor agropecuário do governo. 

Como estamos em um país democrático, temos que aceitar, mas, não significa que não possamos manifestar nossas preocupações e sugestão, se for o caso. O agro não parou, e esperamos que o governo de SC também não pare, para o bem de todos. Pense nisso!

 

Uma luz no fim do túnel

Ivan Ramos é diretor da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina (Fecoagro)

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