Sindcampos requer mais proteção à saúde dos servidores públicos

Entidade requereu testes rápidos e termômetro infravermelho para triagem na entrada de órgãos públicos.

Por Redação em Covid-19

29/06/2020 09:47

Sindcampos requer mais proteção à saúde dos servidores públicos

O Sindicato dos Servidores Públicos de Campos Novos (Sindcampos) encaminhou em junho, requerimento com objetivo de proteger a saúde dos servidores da Prefeitura e da população em geral, diante do aumento dos casos de Covid-19. Devido a grande circulação de pessoas e servidores em alguns órgãos da Administração, o presidente Alain Freitas, requereu a triagem na entrada dos orgãos públicos, com a medição de temperatura através de termômetro infravermelho.

O sindicato, atendendo pleito da categoria, também solicitou a ampliação do trabalho em turnos alternados como forma de reduzir o contágio do novo coronavírus e a realização de testes rápidos nos servidores da área da saúde, mais expostos ao contato com a doença. Na semana passada, uma pessoa do setor de contabilidade positivou para a Covid-19 e a medida da prefeitura foi colocar todos os trabalhadores do setor em home-office.

O prefeito Silvio Alexandre Zancanaro comentou o assunto em entrevista coletiva na sexta-feira (26/06). Ele informou que na Secretaria de Obras, foi disponibilizado um termômetro na sexta para aferição da temperatura dos colaboradores na entrada do serviço e que nesta semana, o equipamento seria disponibilizado na entrada da Prefeitura e no Agiliza. “As pessoas e colaboradores com temperatura elevada serão encaminhadas prontamente a Central de Triagem [instalada no hospital]”, disse o prefeito. No PAM, o equipamento já está em uso, informou.

Testes rápidos

Quanto a realização de testes rápidos, mesmo os mais suscetíveis ao contato como os trabalhadores da saúde, o protocolo adotado no município é o mesmo para as demais pessoas: a existência de sintomas sugestivos por pelo menos sete dias – febre, tosse, dor no corpo, dificuldade para respirar, dor de garganta, ausência de paladar e indisposição. Na coletiva, a secretária de saúde, Mayara Serena, explicou que os testes rápidos não têm eficácia sem esse critério, podendo gerar um falso positivo ou negativo.  

Quanto ao cuidado dos profissionais de saúde que estão em linha de frente ao combate do coronavírus, o diretor técnico Euclides DallÓglio afirmou que o hospital disponibilizou todos os equipamentos de proteção necessários, os IPIs. Sem informar números, o médico afirmou que há profissionais do hospital com coronavírus e afastados do trabalho. “Quem está com sintomas e positivado, está em isolamento. Esses profissionais são essenciais para atender a população, então, enquanto estiverem assintomáticos, vão continuar trabalhando. Numa porta de entrada, em que entram vários pacientes, para prevenir riscos aos profissionais é a utilização de IPIs”, disse o médico.

Desconto do vale-alimentação

Outro requerimento do Sindcampos é de que a Prefeitura volte a pagar o vale-alimentação aos servidores afastados do trabalho por integrarem o grupo de risco da Covid-19. O oficio foi encaminhado no dia 15 de junho e até o momento, não foi atendido pela Administração Pública. Na semana passada, o prefeito diz que estuda a viabilidade jurídica de manter o auxílio-alimentação, mas que ainda não tinha uma posição definida.

Conforme o ofício, a Lei Municipal nº 2.933/2005, que regulamentou a concessão de auxílio-alimentação estabelece as hipóteses de suspensão do pagamento: por licença sem remuneração por motivo de doença em pessoa da família, licença para o serviço militar, licença para tratar de assuntos particulares, licença para acompanhar cônjuge ou companheiro, afastamento para o exercício de mandato eletivo, suspensão por penalidade disciplinar e licença para tratamento de saúde.

Conforme o presidente do Sindcampos, o caso em questão é totalmente diferente das hipóteses previstas em lei, já que não prevê a suspensão do pagamento para os servidores afastados por integrarem o grupo de risco da Covid-19, que por suas condições de saúde, são mais vulneráveis que os demais, estando expostos a alto risco de desenvolverem a forma grave da doença. São grupo de risco para o Covid, os idosos, pessoas com doenças crônicas, fumantes, gestantes e obesos, segundo o Ministério da Saúde.    

 

 

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