Santa Catarina perde 406 mil empregos com a crise do coronavírus

Estudo Sebrae mostrou que a estimativa de perda de faturamento das micro e pequenas empresas chega a R$ 9,4 bilhões

Por Redação em Covid-19

30/04/2020 11:58

Santa Catarina perde 406 mil empregos com a crise do coronavírus

O Sebrae/SC divulgou na segunda-feira (20/04), a segunda edição da pesquisa que apresenta o impacto da pandemia do coronavírus na economia do Estado. De acordo com a sondagem, que analisou o universo dos pequenos negócios e das médias e grandes empresas, cerca de 406 mil pessoas já perderam seus empregos desde o início da crise provocada pela pandemia do coronavírus. Para a pesquisa, o Sebrae/SC ouviu 4.348 empresários, de todas as regiões de Santa Catarina, nos dias 13 e 14 de abril. A margem de erro é de 1.5 ponto percentual para mais ou para menos.

De acordo com a pesquisa, 34,45% dos empresários afirmaram terem feito em média duas demissões desde o dia 18 de março, quando passou a valer o primeiro decreto de isolamento social publicado pelo governo do Estado. A última medição, divulgada pelo Sebrae/SC no começo do mês de abril, apontava que 19,48% dos entrevistados haviam demitido. Com isso, o número de pessoas que perderam o emprego em Santa Catarina chega a 406 mil.

“Essa edição mostra um aumento significativo no número de empresários que precisaram demitir. Apesar das medidas dos governos federal e estadual para estimular a manutenção dos empregos, o impacto ainda é muito significativo. São milhares de famílias catarinenses que estão sem fonte de renda”, analisa o diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca.

Em relação ao faturamento, 91% dos entrevistados apontaram uma redução média de 64,63%. O valor total de perda no universo dos micro e pequenos negócios é de cerca de R$9,4 bilhões. O setor do agronegócio foi o menos impactado, com 69,3% dos entrevistados alegando queda média de 42% no faturamento. No setor de serviços, a queda média de 62% foi registrada por 89% dos entrevistados, na indústria a média foi de 60%, apontada por 93% dos entrevistados. Por fim o comércio, setor mais impactado, teve queda média de 68%, apontada por 94% dos empresários.

Essa edição da pesquisa, já contempla o período em que o governo flexibilizou a retomada de algumas atividades econômicas. Dessa forma, 34,57% dos entrevistados afirmaram que estão em atividade, mas com redução de produção. Já 26,5% estão em atividade com mudanças no funcionamento, 22,67% seguem fechadas aguardando liberação para funcionarem, 15,1% não tiveram mudanças na operação desde o início da crise, e 1,22% fecharam as portas e não voltam mais a funcionar. “Esse último número parece pequeno, mas representa cerca de 10 mil empresas que encerraram as suas atividades no Estado. É significativo se pensarmos que tantos empresários não tiveram outra alternativa e precisaram encerrar suas atividades em um único mês”, comenta o diretor técnico do Sebrae/SC, Luc Pinheiro.

Impacto na região

Na região Serrana, que engloba Campos Novos, a pesquisa demostrou o menor número de demissões (18.510), se comparado a outras regiões do Estado. Na Serra, 33,33% dos empresários afirmaram terem demitido ao menos dois funcionários no último mês, um aumento de dez pontos percentuais em relação à última medição. No faturamento, 91,67% dos empresários sofreram com uma queda média de 57%. A perda total na região é de R$ 429 milhões. Na região Sul, o número de pessoas que perderam o emprego é de 49.949; no Oeste, 64.813; na Foz do Itajaí, cerca de 67 mil pessoas desempregadas; na Grande Florianópolis, 78.879; na região Norte, 73.684 e no Vale do Itajaí, 53.249 pessoas demitidas.

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