Questões complexas em um mundo pandêmico

Por Arthur Otto Niebuhr

Por Redação em Vozes

06/07/2020 10:33

Durante a campanha, atacaram feroz e fortemente o foro privilegiado, em qualquer nível, rotulando-o de “esconderijo de salteadores”. Depois de eleitos, invocaram-no para si. Certas pessoas jamais usam máscaras, com medo de serem enfim reconhecidas.

A Organização Mundial de Saúde não é um super-laboratório, controlado por um Big Brother sanitário, com respostas para todos os tipos de males e moléstias. Na verdade, é um órgão de cooperação multilateral, que reúne especialistas de diversas áreas e procura ajudar as nações da Terra, com a sua experiência e o seu know how. Os seus membros, quando erram, não estão a serviço de um ser maligno do Oriente; eles erram porque são seres humanos. Conseguiu entender a diferença?

O passaporte é diplomático. O portador, nem tanto.

A melhor parte da pandemia são as lives artísticas, sejam elas de cantores, humoristas, artistas de circo, atores ou contadores de histórias. Sem dúvida, a arte salvou as nossas vidas.

Debaixo de um post sobre a demissão de Renato Aragão da Rede Globo, depois de 44 anos, alguém escreveu: “enfim a Globolixo demitiu esse comunista”. Empatia total, não é mesmo?

Ninguém me perguntou, mas eu colocaria o camaronês Millar e o holandês Gullit entre os dez melhores jogadores do mundo. Saudosismo? Talvez. Futebol-arte? Com certeza.

Tomar um bom vinho com minha esposa, principalmente durante a pandemia, tornou-se um analgésico poderoso contra os idiotas e os neonazistas. Fico Djavan durante algumas horas ...

Tirando a sua dúvida e o seu incômodo: não sou comunista, mas acho que, como bom cristão, devo ser um instrumento para a eliminação das desigualdades e das injustiças. E eu apoio todos os movimentos que atuam nessa direção.

Leia bons livros, ame a vida, perdoe, seja leve, cante, sorria. Na pior das hipóteses, você será um ranzinza a menos.

Essa não será a última pandemia, provavelmente. Mas pode ser a sua última chance de corrigir a rota.

           

Questões complexas em um mundo pandêmico

Arthur Otto Niebuhr é servidor da Justiça Eleitoral

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