Projeto de usina de asfalto na região é apresentada aos prefeitos da Amplasc

Modelo engloba construção de sede física, a instalação da própria usina, maquinários próprios e contratação de técnicos

Por Redação em Cidades

25/02/2020 13:09 - Atualizada em 25/02/2020 13:09

Projeto de usina de asfalto na região é apresentada aos prefeitos da Amplasc

Última audiência em Brasília, com a presença do prefeito Silvio Alexandre Zancanaro e vereador Gilson Lopes

Dar condições adequadas de trafegabilidade às ruas e estradas municipais é sem dúvida um dos maiores desafios das administrações públicas. Uma solução definitiva está sendo planejada para a região, visando sanar a demanda de asfalto das prefeituras. O projeto para instalação de uma usina de asfalto na região vem sendo desenvolvido pelo vereador Gilson Cesar Lopes (MDB), por meio da União dos Vereadores do Planalto Sul (Uveamp), com projeto já apresentado no Ministério do Desenvolvimento Regional, antigo Ministério das Cidades.

O modelo pensado, engloba construção de sede física, a instalação da própria usina, maquinários próprios e contratação de técnicos. Em outra ponta, seria necessário a implantação de um consórcio intermunicipal, já que é um projeto para que os municípios trabalhem juntos, além das prefeituras cederem mão de obra e maquinários. O modelo seria o mesmo em funcionamento na cidade de Pinhalzinho, apresentado na Câmara de Vereadores de Campos Novos no ano passado, com aval do Tribunal de Contas.

Buscando o apoio dos prefeitos do Planalto Sul, o vereador Gilson apresentou o projeto na reunião mensal de prefeitos da Associação dos Municípios do Planalto Sul de Santa Catarina (Amplasc), na quinta-feira (20/02). Outro objetivo do encontro, foi solicitar parceria para que a equipe técnica da Amplasc encabece a criação do consórcio intermunicipal especificamente para infraestrutura asfáltica, uma das partes mais burocráticas do processo.

Conforme o vereador, o intuito inicial é consorciar os sete municípios da Amplasc, com possibilidade de ampliar no futuro para até 25 municípios vizinhos, tendo em vista o raio de atuação da usina, definido em 60 quilômetros. “Mais do que essa distância o asfalto esfria e se torna inviável. Estamos buscando quem tem o poder da caneta, começamos com os sete municípios e depois ampliamos, o importante é começar para que o recurso chegue”, explicou o vereador.

O custo estimado para a funcionamento da usina seria de R$ 5,4 milhões. Uma das vantagens da região, conforme o vereador, é de que o Ministério acolheu a proposta, com a possibilidade de transformar a usina de asfalto de Campos Novos em um projeto piloto para todo país, sinalizando a abertura de um programa de financiamento específico. O vereador já esteve em Brasília por três vezes para audiências com o secretário executivo do Ministério de Desenvolvimento Regional, Mauro Biancamano, acompanhado pelo prefeito Silvio Alexandre Zancanaro e pelo deputado federal Darci de Matos (PSD).

“O secretário comentou que estamos levando soluções, enquanto todo o Brasil só leva problemas. Fomos muito bem acolhidos. Há muitas regiões se movimentando para implantar usina de asfalto em Santa Catarina, mas eles estão levando os projetos para deputados e nós levamos diretamente para a fonte dos recursos. Nesse momento, precisamos correr com o estudo de viabilidade que será baseado no caso de Pinhalzinho até o mês de março e implantar o consórcio”, disse.  

“Na última viagem a Brasília, técnicos do Ministério conversaram com dirigentes do Consorcio Intermunicipal de Infraestrutura Rodoviária de Pinhalzinho, via web-conferência, onde sanaram muitas dúvidas. Esteve presente também, uma servidora da Caixa, responsável pela elaboração de convênios, onde tivemos a confirmação de abertura de linha de crédito com juros baixos voltada especialmente para usina de asfalto. Eles querem lançar esse programa de financiamento aqui em Campos Novos, como um piloto para todo o país. De outro lado, também buscamos apoio de emendas parlamentares”, explicou Gilson Lopes.  

A durabilidade do asfalto e a economia aos cofres públicos são apontados como os principais benefícios da usina de asfalto. “Hoje para fazer a Bellincanta, por exemplo, que já tem calçamento, o custo seria de R$ 60 o metro quadrado, e hoje estamos pagando R$ 200. O quilômetro de asfalto, em chão natural, com toda estrutura de galerias, paga-se hoje entre torno de R$ 1,5 a R$ 2 milhões, e no consórcio, ficaria entre R$ 600 a R$ 800 mil, sem contar a durabilidade. Em Pinhalzinho e na região atendida pelo consórcio, o asfalto tem 8 anos sem manutenção, que além da área urbana, tem asfalto em todo o interior, com um custo muito baixo”, disse o vereador.

 

Notícias Relacionadas

Folha Independente

Empresa Jornalística
Planalto Sul Ltda. ME

Folha Independente © 2020 Todos os direitos reservados

Desenvolvido por AVB Digital