Professores realizam ato de protesto contra governo

Os profissionais de Campos Novos contra propostas do governo de reajuste salarial e reforma da previdência

Por Redação em Educação

18/02/2020 13:14 - Atualizada em 18/02/2020 13:14

Professores realizam ato de protesto contra governo

Professores da EEB Henrique Rupp Júnior

Os professores da Escola de Educação Básica Henrique Júnior realizaram um ato de protesto na manhã desta terça-feira (18/02), para reclamar reajuste salarial e contra a reforma da previdência proposta pelo Governo do Estado. Apoiados pelos alunos, o ato durou 15 minutos e todos vieram vestidos de preto. Atos aconteceram em todo o estado nesta terça, data também da Assembleia Estadual do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de SC (SINTE/SC), que deliberou greve a partir de 18 de março, caso o governador não atenda os pleitos do magistério estadual.  

Os professores reivindicam reajustes do Piso de 2019 em 4,17% e 2020 em 12,84% na carreira, reajuste do vale alimentação para R$24, onde atualmente paga-se R$12 por dia desde 2011, sem qualquer aumento. O governo por sua vez, apresentou uma proposta de reajuste em 2020 de apenas 3,14%, ainda parcelado para maio e novembro. A reforma previdenciária estadual, cujo projeto está em trâmite na Alesc, pretende ampliar para 40 anos de contribuição para a concretização da aposentaria integral dos professores. Hoje, professoras se aposentam com 25 anos de contribuição e professores, com 30 anos.

“Não aceitamos essa reforma da previdência do jeito que ela veio. O professor para receber integral, vai ter que trabalhar 40 anos. Imagina um professor trabalhando com 65 a 70 anos para poder receber a aposentaria integral. Nós não começamos a trabalhar com 16 anos, igual outras profissões, com essa idade ainda estamos estudando. O segundo ponto é nosso reajuste, que o governo anterior parcelou e este atual, disse que não ia honrar o compromisso porque não tinha dinheiro. O STF julgou que tem defasagem de 16% no salário dos professores e isso que estamos brigando”, explicou o professor Antônio Rosa.

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