PM implanta programa para vítimas de violência doméstica

Vítimas contarão com o "botão do pânico" que emite alerta de socorro à Polícia Militar

Por Redação em Segurança

12/03/2020 11:22 - Atualizada em 12/03/2020 11:22

PM implanta programa para vítimas de violência doméstica

Visitas domiciliares das vítimas de violência doméstica iniciaram nesta semana na comarca de Campos Novos

Promover o atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica. Esse é o objetivo da Rede Catarina de Proteção à Mulher, da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC). O projeto começou a ser implantado em Campos Novos nesta semana, sob coordenação da policial Kátia Kunen Tragancin e do cabo Thiago Pacheco, com apoio do comandante Marcelo Macedo. Conforme a policial, serão atendidas nesta primeira fase, cerca de 30 mulheres com medidas protetivas decretadas pelo Poder Judiciário.

Entre as ações, estão visitas preventivas quinzenais por guarnição especializada nos quatro municípios da comarca: Campos Novos, Vargem, Zortéa e Brunópolis. Outro diferencial do programa, está o dispositivo do "botão do pânico", que será oferecido às vítimas de violência doméstica cadastradas pelos policiais. O equipamento estará disponível por meio do aplicativo PMSC Cidadão no celular, para pessoas que correm risco iminente de um ataque pelo agressor. Quando acionado, ele deve emitir um alerta às forças de segurança para que a vítima seja socorrida.

“Esse programa será uma Patrulha Maria da Penha, composto por uma policial mulher e um policial homem, onde vamos visitar as mulheres vítimas de violência com medida protetiva em vigência, ou seja, não será para qualquer denúncia ou ocorrência relativa a violência doméstica, essas devem seguir o trâmite normal de registro de boletim de ocorrência. Os policiais vão verificar o cumprimento da medida e se essa mulher está sendo respeitada, além do botão do pânico onde vamos incentivar para que instalem em seus celulares. Caso venham sofrer novas ameaças, ele permite um canal direto da mulher vítima de violência doméstica com a PM, onde terão prioridade de atendimento”, explicou Kátia.

O Ministério Público e o Poder Judiciário são parceiros no encaminhamento das medidas ativas e que carecem de acompanhamento no âmbito do programa. Conforme a policial, os policiais designados para a Rede Catarina seguem um protocolo específico para apoiar as vítimas. “Nós vamos funcionar como aconselhadores, orientadores dessas situações e principalmente prender os agressores por descumprimento de ordem judicial, caso ocorram essas situações. Essa atuação segue um protocolo que está em implantação em todo o Estado pela Polícia Militar, visando a segurança das mulheres”, disse Kátia.

Notícias Relacionadas

Folha Independente

Empresa Jornalística
Planalto Sul Ltda. ME

Folha Independente © 2020 Todos os direitos reservados

Desenvolvido por AVB Digital