Partidos se organizam e iniciam articulações para eleições municipais 2020

Em Campos Novos demais partidos aguardam a decisão do MDB para dar continuidade nos planos estratégicos

Por Redação em Política

07/02/2020 14:27 - Atualizada em 07/02/2020 14:27

Partidos se organizam e iniciam articulações para eleições municipais 2020

Silvio Alexandre Zancanaro (PSD), Vilibaldo Erich Schmid (MDB) e Adavilson Telles (PP) protagonizam os encaminhamentos das eleições ao Executivo em Campos Novos   

As convenções partidárias para a definição final dos candidatos às eleições municipais de 2020 ocorrem de 20 de julho a 5 de agosto. A maioria dos partidos em Campos Novos já começam a se movimentar nos bastidores traçando estratégias e fazendo sondagens dos possíveis nomes dos candidatos que irão concorrer nestas eleições para o Executivo e Legislativo. Há oito meses para as eleições municipais, para uns ainda é cedo falar no assunto, mas para outros, os passos estão bem direcionados. A votação para vereadores e prefeitos acontecerá no dia 4 de outubro.

Campos Novos pode contar com candidatos de 25 partidos, total de siglas com filiados regulares no município, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, muito trabalho resta aos partidos perante a Justiça Eleitoral para que cumpram a burocracia legal a tempo de concorrer às eleições 2019, como regularização de contas não prestadas, entrega de lista atualizada de filiados e regularização das composições dos diretórios municipais.

Até o fechamento dessa reportegem, apenas cinco siglas estavam em situação regular. São três com diretórios constituídos (MDB, PP e PT) e dois com órgãos provisórios (PSD e Republicanos). Os demais partidos, registrados em instância municipal, estão inativos perante a Justiça Eleitoral, podendo ficar impossibilitados de lançar candidatos ou até incorrer em inelegibilidade no momento do julgamento dos registros de candidaturas.

Em 2020, será o primeiro pleito em que os partidos não poderão fazer coligações para eleição de vereadores, ou seja, as alianças valerão apenas para a escolha dos candidatos a prefeito e vice-prefeito. Para concorrer às eleições é obrigatório a filiação partidária de no mínimo seis meses antes da eleição. Esse é o mesmo prazo exigido de domicílio eleitoral de todos os pretendentes aos cargos eletivos.

Executivo

Oficialmente o único pré-candidato para disputar as eleições ao Executivo camponovense é o atual prefeito, Silvio Alexandre Zancanaro. A incógnita é se Gilmar Marco Pereira seguirá como candidato a vice-prefeito em chapa pura pelo PSD ou se lançará candidatura para disputar uma das nove vagas de vereador. Embora o PSD não confirme a saída de Marco para disputar outro cargo, nos bastidores, ele teria simpatia junto ao eleitor e seria uma das estratégias do partido para alavancar vagas no Legislativo, tendo em vista o fim das coligações. O objetivo do PSD é de eleger pelo menos dois vereadores.

Isso porque desponta uma possível coligação entre PSD/PP na chapa à Prefeitura, com postulantes já sendo sondados para vice-prefeito. Há apenas um nome vetado: do vereador Adavilson Telles, que fez oposição ao governo de Zancanaro na Câmara. Outros partidos que apoiam a reeleição de Zancanaro é o PT e o DEM.

Derrotado nas eleições de 2016 com uma diferença de 3.155 votos após 14 anos no comando da Prefeitura, o MDB está num movimento de juntar os cacos, com o desafio de buscar a unidade das suas bases. Para cumprir essa tarefa aparece um nome histórico no partido, o ex-prefeito Vilibaldo Erich Schmid. Hoje é o representante que aparece melhor colocado em pesquisas internas de intenção de voto e seria o principal concorrente de Zancanaro. No entanto, aguarde-se sua decisão pessoal de se lançar candidato a prefeito, inclusive com lideranças dando carta branca para que organize sua chapa como quiser.

O MDB diz que tem vários nomes para a disputa a prefeito caso essa configuração não se concretize, como dos vereadores Cássio Campagnoni e Dirceu Kaipper; do ex-prefeito Jairo José Luft; o empresário Reginaldo Del Castanhel, entre outras figuras como o ex-vereador Silvio Henrique de Almeida Lopes Sobrinho e Justiniano Pedroso. Uma possibilidade estudada pelo MDB é a formação de coligação com o PL na majoritária, quebrando a tradição de chapa pura. A coligação teria aval do senador Jorginho Melo, pretenso candidato a governador em 2022. Maior partido em número de filiados, o MDB diz que tudo deve estar definido até março. Até lá, os passos do partido são monitorados de perto pela maioria dos órgãos partidários.

Vereador por três mandatos consecutivos, Adavilson Telles, o Mancha, nunca escondeu sua pretensão de se lançar candidato à Prefeitura em 2020. Mas para que isso se concretize, o fator decisivo é o encaminhamento do MDB. Se for uma disputa entre Vilibaldo e Zancanaro, a corrida eleitoral tende a se polarizar entre esses dois candidatos e Mancha deve voltar atrás, tentando novo mandato no Legislativo em 2021. 

Mancha segue analisando o cenário. Há uma possibilidade do vereador se desligar do PP e migrar para outra legenda como o PSL, partido que está em fase de reorganização em Campos Novos. Se isso se concretizar, pode ocorrer abertura de diálogo com o MDB, caso o ex-prefeito Vilibaldo resolva não ir para a disputa, estratégia para fortalecer a coligação. Resta saber se o MDB aceitaria ceder a vaga na cabeça de chapa ao vereador Mancha que também foi oposição das gestões anteriores.

Legislativo

Sobre o fim das coligações para eleição de vereadores, cada partido sairá em chapa pura, podendo lançar no caso de Campos Novos, até 14 candidatos sendo pelo menos 30% das chapas compostas por mulheres. Na prática, visa evitar que um partido transfira votos para candidatos de outras legendas que não obtiveram votação expressiva apenas por estarem coligados. No entanto, essa transferência de votos segue sendo permitida entre candidatos do mesmo partido, o que pode fazer com que lideranças partidárias invistam ainda mais nos puxadores de votos, ou seja, os partidos montando chapas com nomes de maior popularidade para conseguir vencer as eleições proporcionais. 

Seis secretários municipais estão na lista de pré-candidatos a vagas no Poder Legislativo: Alexandre Kunen (SAMAE), Marli Becker (Fundação Cultural), João Nilso Oliveira (Esportes), João Batista de Almeida (Agricultura), Jair Varela (Obras) e Celina Manfroi Cassiano Barros (Social). Em 2016, o partido coligado com o PP na eleição proporcional, não alcançou votação nominal para eleger representantes na Câmara. Até 4 de maio, os secretários devem pedir a descompatibilização de seus cargos para se lançarem candidatos.

Entre os nomes novos do MDB para as eleições ao Legislativo, estão do bombeiro militar aposentado, Sérgio Nei Jurek; a esposa do ex-prefeito Nelson Cruz, Carla Cruz; Vanessa Marin, Valtoir Scolaro e Dirceu Beviláqua. Dos mdebistas que cumprem mandato na Câmara, todos devem se candidatar às eleições, com exceção do vereador Dirceu Kaipper, que já anunciou que este seria seu último mandato e o vereador Gilson Lopes, que migrará para o DEM na abertura da janela partidária. Cássio Campagnoni não deve correr caso o presidente do Sindcampos, Ivo Moreira, decida se lançar candidato a vereador pelo MDB.

Outro partido focado nas eleições à vereador é o PL, devendo lançar nominata completa de 14 candidatos. O partido disse que vai ser difícil peneirar tantos pretendentes, que já somam 26 pretensos candidatos. Os nomes confirmados por enquanto, são de Rita de Cássia Zoldan, ex-presidente do Conselho Municipal dos Direitos do Idosos (CMDI) e da professora aposentada, Marisa Camargo das Dores, como candidatas ao Legislativo camponovense.

 

 Partidos em número de filiados:

São 5.236 eleitores camponovenses com filiação regular em partidos políticos, o que representa quase 20,6% dos eleitores aptos do município. Os dados estão disponíveis no site do TSE.

15 – MDB - 1517

11 - PP - 781

55 - PSD - 531

23 – Cidadania - 505

45 – PSDB - 477

14 – PTB - 342

25 - DEM - 319

13 - PT - 211

12 – PDT - 171

22 - PL  - 113

65 – PCdoB - 73

10 - Republicanos - 50

17 - PSL - 38

36 - PTC - 23

40 – PSB - 18

19 - PODEMOS - 17

50 - PSOL - 16

43 - PV - 13

51 - Patriota - 7

24 - DC - 4

77 - Solidariedade - 4

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