Justiça determina bloqueio de bens de ex-vereador de Vargem

Juiz determinou o bloqueio de quase R$ 1 milhão em bens do ex-vereador e contador da Câmara

Por Redação em Cidades

02/06/2020 18:12

Justiça determina bloqueio de bens de ex-vereador de Vargem

Adriano Padilha é acusado de desviar os pagamentos previdenciários do ente público

 

A Justiça determinou em medida liminar, o bloqueio de bens do ex-vereador de Vargem, Adriano Padilha no valor de até R$ 927,6 mil. O juiz Rui Cesar Lopes Peiter, da 2ª Vara Cível da Comarca de Campos Novos, decretou a indisponibilidade de bens no dia 14 de maio, em ação interposta pela 3ª Promotoria de Justiça onde Adriano é acusado de supostos atos de improbidade administrativa com dano ao erário, que se provados no decurso da ação, importarão dever de ressarcir o ente público, além de garantir o pagamento de futura imposição de multa.

O ex-vereador, foi contador efetivo da Câmara de Vereadores de Vargem por 20 anos e admitiu em reportagem da Rádio Cultura, que havia deixado de repassar valores atinentes ao pagamento das verbas previdenciárias ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em razão de problemas financeiros pessoais. Essa confissão pública, deu origem a Ação Civil Pública movida pela promotora Naiana Benetti. O juiz quebrou o sigilo do processo na segunda-feira (1º de junho).

Em sindicância aberta pela Câmara de Vargem, ainda em andamento, a qual analisou a contabilidade no período de 2015 a 2019, constatou-se que o ex-vereador deixou de fazer diversos pagamentos no montante de R$ 334,2 mil. Quando descoberto, Adriano pediu o afastamento de suas funções e, após, a sua exoneração, devolveu R$ 75 mil a Casa Legislativa, visando ressarcir o dano que admitia ter causado ao erário público, pendendo ainda a devolução de R$ 259,2 mil. Adriano renunciou a vereança, na semana passada.

Com a decisão, o ex-vereador está impedido de movimentar valores em contas bancárias, assim como vender qualquer bem móvel e imóvel. “Importante ressaltar que há cerca de 20 anos Adriano vinha exercendo o cargo efetivo de Contador da Câmara de Vereadores de Vargem e que a sindicância analisou somente os últimos cinco anos, o que leva a crer que o valor do dano causado pode ser muito maior daquele já noticiado, razão pela qual a decretação imediata da indisponibilidade dos bens do demandado é medida imperativa, a fim de garantir que haja futuro ressarcimento”, disse o juiz na decisão.

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