Desinformação e mitos alimentam preconceito com o autismo

AMA e Folha Independente lançam artigos informativos para conscientizar sobre o autismo

Por Redação em Geral

02/04/2020 15:54 - Atualizada em 02/04/2020 17:56

Desinformação e mitos alimentam preconceito com o autismo

Muitas pessoas ainda acreditam que o autismo representa uma espécie de condenação sem volta e que o diagnóstico significa uma vida sem oportunidades – e é exatamente esse tipo de desinformação e mito que alimenta o preconceito. O Dia Mundial da Conscientização sobre o Autismo, lembrado em 2 de abril, ajuda a sociedade a refletir melhor acerca dos avanços e, principalmente, do que ainda precisa melhorar para dar suporte amplo e transdisciplinar e esse grupo de pessoas e suas famílias. A data é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Durante esse mês, a Folha Independente e a Associação dos Amigos dos Autistas (AMA) de Campos Novos publicam toda semana uma série de artigos desenvolvidos pela equipe de profissionais da entidade para orientar famílias e para demostrar as inúmeras terapias disponibilizadas em Campos Novos. Os sintomas começam a aparecer nos primeiros três anos de vida e o ideal é que o diagnóstico seja feito o quanto antes, abrindo caminho para intervenções comportamentais ou desenvolvimentais. A importância está em ajudá-los a adquirir competências suficientes e a tempo de poderem ser mais funcionais e socialmente melhores adaptados nos anos mais difíceis que se seguirão, ao adentrarem na escola ou no trabalho. 

Conforme Vera Durli, diretora da AMA, a incidência é de um caso em 54 pessoas dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA). “Esse é o sétimo aumento em incidência desde 2000. Compartilhem com maior número de pessoas porque, talvez, um dia o autismo bata à porta de suas casas e o conhecimento é importante para auxiliar e conviver com mais paciência, mais tolerância”, disse. A AMA está funcionando em novo endereço, na Avenida Bellincanta Neto, ao lado do Posto de Saúde, no entanto, suas atividades estão paralisadas devido ao coronavírus. Também estão cancelados todos os eventos programados neste mês, em comemoração ao Dia do Autista.

Atualmente, são 114 usuários frequentando a instituição e 10 em avaliação. A cada final de ano, a Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) reavalia todos os usuários e no início desde ano receberam alta 14 pessoas por não apresentarem mais a necessidade de terapias institucionalizadas, ou seja, estão aptos a frequentar o ensino regular com o apoio dos segundos professores sem transtornos de aprendizagem associado. “Quando ganham alta não estão deixando de ser autistas, mas irão seguir suas vidas normalmente com supervisão da família, acompanhamento médico, com terapias particulares ou pelo SUS, alguns casos com uso continuo de medicação. Eles sempre terão o apoio da AMA quando for necessário”, disse Vera Durli.

Artigo de especialista

No artigo dessa semana, a psicóloga Cléia Malcorra de Almeida, integrante da equipe multidisciplinar da AMA, aborda o que é o autismo, como a psicologia atua para identificar os casos, como os pais devem proceder na educação e acompanhamento dos filhos autistas, além de como identificar os sinais de TEA desde bebês.

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