Coronavírus: As Crises e os Ciclos da Economia

A economia é formada pelo conjunto de trocas voluntárias dos indivíduos

Por Redação em Vozes

19/05/2020 13:31

"Este desenvolvimento se deu pelo mercado e pelas redes de troca"

A economia, como ciência social, é o estudo da ação humana ao longo do tempo sob condições de incerteza genuína. Ou seja, a economia é formada pelo conjunto de trocas voluntárias dos indivíduos, que têm a expectativa futura de melhoria de suas condições prévias, e agem, através dos meios disponíveis, para alcançar determinados fins. E posto que o conhecimento humano é limitado e imperfeito, todas estas ações ocorrem em um ambiente de incerteza genuína e valoração subjetiva. Em prática, a economia busca a alocação de bens e recursos escassos em face a demandas ilimitadas.

Durante a milenar trajetória civilizacional da humanidade, os indivíduos foram descobrindo e criando novas formas de produção e comércio, cada um buscando seu bem-estar, que em agregado trouxeram o crescimento e desenvolvimento econômico da sociedade. Este processo possibilitou uma evolução cultural e social nunca antes imaginada. Hoje vivemos na era mais próspera, de maior qualidade de vida e riqueza da história da humanidade.

Após a revolução industrial este processo foi acelerado de forma monstruosa, fazendo com que em pouco mais de 200 anos a taxa de extrema pobreza caísse de 90% para menos de 10% da população atualmente. Este desenvolvimento incrível se deu pelo mercado e pelas redes de troca livres, que com os incentivos certos proporcionou uma alocação eficiente dos recursos e meios disponíveis.

Apesar de que pela força do mercado, ao longo prazo, o crescimento econômico tender a ser constante, ele não ocorre em linha reta. Pelo contrário, ele passa por períodos de maior expansão (boom) e aumento da produção e períodos de contração (bust), reajuste ou realocação de capital. Este dinamismo da economia a torna volátil e forma o que a escola austríaca chama de “ciclos econômicos”. Estes ciclos podem ser naturais ou afetados (e muito, como vamos ver a seguir) pela atuação do Estado. 

Após essa não tão breve introdução, vamos ao tema principal do artigo, no qual buscaremos entender como funcionam os ciclos da economia, a causa das crises econômicas e de que forma o coronavírus pode afetá-lo.

Parte II – As crises e os Ciclos da Economia

Conforme explicado na parte I do artigo, há muitos anos o Federal Reserve Bank dos EUA, o Banco Central Europeu e autoridades monetárias de vários países como o Japão, vêm promovendo políticas econômicas de expansão de crédito e injeção de liquidez na economia global por meio de instrumentos como o Quantitative Easing e a emissão de moeda. Tais medidas são classificadas como anti-cíclicas, ou seja, são tentativas de alterar o ciclo econômico impedindo o reajuste real do mercado e prolongando um processo de expansão econômica. Em uma primeira análise pode parecer positivo e desejável, para a maioria das pessoas, que o governo não deixe a atividade econômica cair e que mantenha a economia sempre em crescimento. Esta ideia, apesar de equivocada, é muito popular e está enraizada na mente de grande parte da população brasileira, que continua apoiando políticos que promovem manipulações gigantes no mercado, e que após falharem repetem que o problema foi a falta de intervenção. Por isso é necessário entendermos o papel da moeda, do crédito e dos bancos na economia, sua relação com a produção e o desenvolvimento econômico e como isso faz parte dos ciclos da economia.

Leia o Artigo na íntegra

Derick Azevedo, acadêmico de Economia

É um jovem camponovense, de 19 anos de idade que está na 2ª fase do curso de Economia, na Universidade Federal de Santa Maria e coordenador de comunicação do Clube Farroupilha. Ele dedica parte de seu tempo para se aperfeiçoar na área que escolheu. Seu artigo está publicado na íntegra no site do Clube Farroupilha,  uma associação que nasceu de estudantes de direito e economia, eleito por 3 vezes seguida o melhor clube liberal do Brasil e no início de 2019 ganhou o prêmio “Clube do Ano” pela Students for Liberty International, e  que não está ligado diretamente às Universidades. O objetivo do Clube Farroupilha é defender a liberdade e mostrar a ineficácia das políticas sociais e econômicas estatizantes e apontar soluções para um país mais próspero e livre.

Coronavírus: As Crises e os Ciclos da Economia

Derick Azevedo, acadêmico de Economia

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