Balança comercial de Campos Novos demonstra queda

Com relação a 2018, a balança comercial é positiva mas com queda de 20,76% em 2019

Por Redação em Economia

31/01/2020 18:15 - Atualizada em 31/01/2020 18:15

Balança comercial de Campos Novos demonstra queda

Exportações de empresas camponovenses somaram 18 milhões de dólares, tendo como principal mercado os Estados Unidos

 

As empresas com domicílio em Campos Novos exportaram menos em 2019, passando de US$ 20,8 milhões de dólares em 2018 para US$ 18 milhões em 2019, o que representa uma queda de -13,46%. Em 2018, a queda registrada foi ainda maior, -28,31% com relação a 2017. O volume de importações em contrapartida aumentou, passando de US$ 607,7 mil dólares para quase US$ 2 milhões em 2019, um crescimento de 229,10%. Os dados anuais são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério da Economia.

A relação entre importações e exportações, é o saldo da balança comercial camponovense final – US$ 16 milhões de dólares em 2019 – uma queda de 20,76% com relação a 2018. Os bens produzidos em Campos Novos tiveram como destino 25 países diferentes. Os principais países que compraram insumos de Campos Novos, em valores, foram Estados Unidos, Senegal, Chile, Camarões, Gana, Paraguai, Alemanha, Togo e Guiné-Bissau. Já com relação as importações, destaque para a compra de papel, com valores declarados de quase US$ 1,7 milhão provindo de países como China, Canadá, Alemanha e Holanda. 

Segundo os dados divulgados, os maiores valores agregados estão relacionados a venda de produtos ao mercado externo como celulose e papel (US$ 6,5 milhões), madeira (US$ 6 milhões), carne suína (US$ 1,8 milhão), caixas e estrados de madeira (US$ 1,3 milhão), máquinas industriais (US$ 738,7 mil) e soja (US$ 542 mil). As empresas de Campos Novos que fizeram exportações diretas em 2019 foram Andreazza Madeiras, BRF, Bruno Industrial, Copercampos, Desdobramento de Madeiras Santa Lucia, Estrutural Zortéa, Iguacu Celulose, Infinity Pneus, Nidera Seeds e Planalto Industria e Comércio.

Em SC

Após um segundo semestre de retração no mercado internacional, a receita com exportações em Santa Catarina fechou o ano também com uma queda de 4,5%. O faturamento foi de US$ 8,84 bilhões em 2019, contra US$ 9,27 bilhões de 2018. A diferença representa um recuo de US$ 424 milhões. O resultado negativo aconteceu apesar do bom momento do agronegócio, que registrou aumento nas vendas de suínos e aves. Mas o mercado aquecido de carnes não foi capaz de compensar a perda de receita de artigos manufaturados e materiais brutos, como soja, móveis, madeira, tabaco, compressores.

Entre os fatores da retração, estão o prolongamento da guerra comercial entre China e Estados Unidos, que aumentou a desconfiança global; o aprofundamento da crise argentina; e também o dólar em patamar alto, que encarece a importação de matéria-prima. "O cenário externo é um cenário desafiador, por várias razões. [...] Talvez o grande propulsor do crescimento da economia catarinense seja o aumento do consumo interno", defende o presidente da Federação das Indústrias do Estado de SC (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar.

O problema não é uma particularidade catarinense. Inclusive, o Estado ficou abaixo da média nacional de perda de receita, de -6,38%. Outros estados com forte atuação no mercado externo também perderam, como São Paulo (-8%), Rio Grande do Sul (-12,5%), e Paraná (-18,4%).

O principal destino das exportações catarinenses em 2019 foi a China, pelo segundo ano consecutivo. Com o avanço sobre o agronegócio, o país asiático ultrapassou os Estados Unidos, que foi o principal comprador do Estado por mais de 20 anos. Os americanos ocuparam o segundo lugar em 2019. Em seguida, estão Japão, Argentina, México, Chile, Paraguai e Arábia Saudita. O principal produto foi, novamente, a carne de frango. Na sequência, estão suínos, soja, peças de motores, motores, tabaco e madeira. Santa Catarina fechou o ano como o oitavo estado no ranking de exportação, com 3,94% do mercado brasileiro.

 

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