Amplasc e Ammoc cobram do Estado o abastecimento de medicamentos

Com hospitais no limite, região da Amplasc redefine protocolos de atendimento ao Covid-19 e outras ações emergenciais

Por Redação em Covid-19

09/07/2020 11:11

Amplasc e Ammoc cobram do Estado o abastecimento de medicamentos

Prefeitos da Amplasc fizeram reunião ontem (8) em Campos Novos

Lucas Drum/Ascom Amplasc

 

Com o Programa de Descentralização e Regionalização das Ações de Combate à Covid-19 instituído por portaria no dia 4 de julho pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), os prefeitos e secretários de saúde da Associação dos Municípios do Planalto Sul de Santa Catarina (Amplasc) realizaram uma reunião em Campos Novos ontem (8), para alinhar as medidas sanitárias de controle do Covid-19.

Ficou acordado que mesmo com esta autonomia delegada pelo Estado, os municípios da associação vão seguir as regras deliberadas pela Comissão Intergestores Regional (CIR) do Meio-Oeste no enfrentamento da pandemia.

Com a taxa de ocupação de leitos de UTI se aproximando dos 50% na região do Meio-Oeste, e em alguns hospitais com 100% de lotação como é o caso do Hospital de Videira e 71% no Hospital Santa Terezinha (HUST), a CIR alertou que o Estado não encaminhou medicamentos e equipamentos. A Amplasc e a Ammoc cobraram o Estado para o envio de insumos necessários para atendimento de saúde. Nesta semana, o HUST, que é referência em Covid na região, suspendeu as cirurgias por falta de medicamentos.

Ainda haverá uma sugestão de protocolo padrão de medicamentos para aplicação unificada nos pacientes de Covid-19 da região. Os municípios deverão disponibilizar os medicamentos e cada profissional médico diante do quadro clínico de cada positivado deverá prescrever com base em medicamentos referenciados pelo Hospital Albert Einstein de São Paulo, protocolo já adaptado à região pelo Hospital Dr. José Athanázio de Campos Novos. Outra ação em estudo relaciona-se com a possibilidade de manipulação de alguns medicamentos em razão da dificuldade de aquisição pelos municípios diante a grande demanda.

Também foi apresentada, como alternativa de prevenção, o uso de equipamento de desinfecção com água ozonizada nos principais prédios públicos com fluxo de pessoas, além de disponibilizar para uso da população em espaços de lazer, como praças. A ação buscará controlar a contaminação durante e pós-pandemia pois, até que surja vacina e a maioria das pessoas criem anticorpos, o vírus continuará circulando e contaminando as pessoas.

Durante a reunião foi alinhada a necessidade de empresas comunicar os positivados ao Poder Público e manter a transparência para com a população sobre medidas tomadas no combate a proliferação do coronavírus em seus estabelecimentos.  A preocupação dos prefeitos é manter equilíbrio entre saúde e a economia visando evitar uma problemática social nos municípios dos quais algumas empresas geram emprego e renda aos habitantes.

Os temas da pauta foram conduzidos pelo presidente da Amplasc e prefeito de Abdon Batista, Lucimar Antônio Salmória, com a participação dos prefeitos de Campos Novos, Brunópolis, Zortéa e Vargem, além das enfermeiras e secretárias de Saúde dos respectivos municípios.

 

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