AMA promove capacitações sobre Neurociência e Educação

Entidade trouxe os profissionais Fernando Calil e Michelli Sabatini nesta semana

Por Redação em Educação

10/02/2020 13:53 - Atualizada em 10/02/2020 13:53

AMA promove capacitações sobre Neurociência e Educação

Fernando Calil é terapeuta ocupacional e Michelli Sabatini, neuropsicopedagoga.

A Associação dos Amigos dos Autistas (AMA) de Campos Novos promoveu capacitações voltadas aos professores e equipe multiprofissional, com o terapeuta ocupacional Fernando Calil e Michelli Sabatini, neuropsicopedagoga. No sábado (08/02), o aperfeiçoamento foi voltado aos professores da educação básica com o tema Neurociência e Educação, onde foi abordado o funcionamento do cérebro, o manejo das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e transtornos de aprendizagem, entre outros assuntos voltados à educação. Na segunda e terça (10 e 11), a capacitação foi voltada aos profissionais da AMA, sobre a utilização de protocolos para classificar as habilidades educacionais e psicomotoras das crianças. Os eventos foram apoiados pela Prefeitura de Campos Novos.

As dificuldades de aprendizagem são percebidas principalmente no contexto escolar e podem afetar, em alguns casos, de forma determinante o desempenho dos alunos ao longo da vida. Um diagnóstico adequado é crucial para que se possa corrigir os problemas no curso do desenvolvimento e para gerar melhor possibilidades para o futuro dessas crianças. Por isso, é importante avaliar as dificuldades que surgem no processo ensino-aprendizagem, e consequentemente, aplicar as intervenções para que a inclusão realmente aconteça.

Neste ano, a AMA incorpora um novo protocolo para avaliar as competências de aprendizagem dos estudantes, seja portador de deficiências ou não. Além do protocolo BACLE (Bateria de Avaliação de Competências Iniciais para a Leitura e Escrita), que mensura as necessidades educacionais que antecedem o aprendizado da leitura e escrita, a entidade vai utilizar o PADLE (Protocolo de Aferição em Dificuldades de Leitura e Escrita), que afere as competências do ato da escrita e da produção textual, com identificação de dislexia, por exemplo.

Além desses, a AMA conta nesse ano com o protocolo de avaliação do Ambulatório de Avaliação e de Intervenção nos Transtornos da Linguagem Escrita (AmbLin), com rastreio de dificuldades auditivas, visuais e motoras. A entidade, que já aplica os métodos em seus alunos para auxiliar nas escolas, mas planeja abrir agenda avaliativa para o público externo. Os resultados são apresentados em forma de gráficos, facilitando a compreensão por parte das escolas das necessidades educacionais de seus alunos, alcançando a adaptação e flexibilização curricular. Conforme os profissionais, esses protocolos foram autorizados para que os munícipios apliquem em suas redes de ensino em 2020.

O objetivo desses protocolos é o de promover o diagnóstico precoce de qualquer tipo de transtorno que as crianças venham a apresentar. “Independentemente de ser autista ou não, se há oportunidade da criança ser avaliada, é um diferencial na aprendizagem. Essa investigação vai analisar qual competência a criança não desenvolveu, se há co-morbidades, quais as competências que necessita ter para iniciar leitura escrita. Se tiver uma alteração de processamento auditivo, motor, visual, ela não vai conseguir aprender, por exemplo. Então esses protocolos quantitativos vão trazer um diferencial na hora de reabilitar essa criança”, explicou Michelli.

Sobre a realidade da inclusão no ensino regular, Fernando destacou o papel preponderante da família. “Nenhuma família planeja ter uma criança com dificuldade ou transtorno, mas ela chegou e a família precisa comprar essa briga. Importante andar de mãos dadas com os profissionais da reabilitação, com a escola, para que a inclusão aconteça com maior empatia e de maneira benéfica. Em contrapartida, os profissionais precisam sair do cenário clínico e estar mais presentes na escola e com as famílias. A realidade de formação dos professores de forma geral no Brasil, não contempla a formação para entender os transtornos. As leis que beneficiam as pessoas com deficiência estão aí e ao mesmo tempo a Educação não evoluiu na formação dos professores. Santa Catarina ainda é um estado diferenciado, com a oferta ampla de cursos de capacitação”, destacou Fernando Calil.

Em breve Campos Novos vai se beneficiar com o Centro de Equoterapia, em fase de obras. Fernando Calil, que também é equoterapeuta com formação pela Ande Brasil, diz que a equoterapia beneficia as crianças que possuem transtorno especifico de aprendizagem entre outras dificuldades. “No cenário de reabilitação, a equoterapia é um grande desenvolvedor de evolução neuropsicomotora, comportamental, emocional, pedagógica. Transcendemos em questões que ultrapassam o consultório clínico”, disse Calil.

 

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