Geral
25/06/2015
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Ritmo de abertura de vagas cai 8,2% em maio

Mercado de trabalho continua gerando menos vagas e mais procura por emprego.

 

Em maio de 2015, o mercado de trabalho brasileiro abriu 8,2% menos vagas de emprego do que em maio de 2014, sendo a décima primeira vez seguida que esse número fica no terreno negativo. A taxa de novas vacâncias de abril ficou praticamente constante com relação ao resultado de março, mas ainda se encontra 12% abaixo do resultado de abril de 2014. Isso mostra que o país tem atualmente menos vagas por trabalhador em potencial do que no mesmo período de 2014.

 

Quando comparamos o ritmo de abertura de vagas com o aumento no número de pessoas que dizem estar procurando emprego, o quadro fica ainda mais preocupante. O Índice Catho-Fipe de Vagas por Candidato continuou em queda em abril, atingindo agora 382 pontos e ficando 24,8% abaixo do valor registrado em abril de 2014. Dessa maneira, podemos concluir que não só o ritmo de criação de vagas está em queda, mas a procura por trabalho está aumentando.

 

Uma lacuna importante que temos no conjunto de dados de mercado de trabalho brasileiro é a informação sobre número de vagas de emprego geradas em cada instante de tempo. Essa informação é importante para se entender o lado empresarial do mercado de trabalho, o que por sua vez ajuda a compreender os movimentos de atividade econômica do país como um todo. Como trabalho é um insumo para praticamente todas as atividades produtivas, movimentos na busca por trabalho devem ser correlacionados com movimentos na atividade econômica.


Para suprir essa lacuna a Catho e a Fipe construíram um índice de busca por trabalho feito com dados de novas vagas de emprego ofertadas na Catho. Os dados foram trabalhados para se evitar a presença de observações extremas ("outliers") e o indicador final é apresentado na forma de média móvel de 3 meses da variação mês contra mesmo mês do ano anterior. Mais detalhes sobre a metodologia da série podem ser encontrados em www.fipe.org.br


Em maio o indicador mostrou queda de 8,2% no número de novas vagas abertas na economia com relação ao mesmo período do ano anterior. Essa é a décima primeira consecutiva que esse indicador mostra variação negativa nessa base de comparação.

 

Usando o indicador de novas vagas de emprego podemos construir uma "proxy" de uma taxa de novas vacâncias para a economia brasileira. Essa taxa nada mais é do que a razão entre as novas vagas de emprego da economia – obtida através do Índice Catho Fipe de Novas Vagas em Emprego – e a população economicamente ativa. Ela é, portanto, uma medida de quantas vagas por trabalhador em potencial temos na economia em um determinado momento. No gráfico ao lado o indicador é apresentado na forma de número índice com o valor de março de 2004 assumido como sendo igual a 100.


A taxa de novas vacâncias é um instrumento poderoso para a análise de movimentos do mercado de trabalho que normalmente não é facilmente disponibilizada para a economia brasileira. Isso porque as fontes oficiais de dados do mercado de trabalho não possuem informação sobre o número de vagas geradas na economia. Normalmente a taxa de novas vacâncias é inversamente correlacionada com a taxa de desemprego, visto que em um ambiente de baixa geração de novas vacâncias poucos trabalhadores novos devem encontrar empregos.

 

Em abril de 2015 a taxa de novas vacâncias atingiu o valor de 191, ficando quase estável com relação à março. Ainda assim, quando comparamos com os resultados de 2014 fica claro que a taxa de novas vacâncias está bem abaixo do que era o seu padrão anterior. De fato, em abril de 2014 o mesmo índice marcava o valor de 217, ou seja, a taxa de novas vacâncias caiu 12,0% entre os meses de abril de 2014 e 2015.

 

Outro indicador bastante relevante para o monitoramento do mercado de trabalho é a razão entre as vagas de emprego e o número de candidatos em um determinado ponto. Tal razão serve como uma medida resumo da pressão do mercado de trabalho; valores altos nessa razão significa que o trabalhador tem muito poder de barganha na negociação salarial, com o contrário acontecendo quando essa razão está baixa. Como tal, devemos esperar uma boa correlação entre movimentos nessa razão e nos indicadores de custos e salários da economia. O indicador é montado através da divisão do Índice Catho-Fipe de Novas Vagas de Emprego por dados da procura por emprego da pesquisa mensal de emprego (PME) do IBGE. Mais detalhes sobre a metodologia podem ser encontrados em www.fipe.org.br.


Em abril de 2015 o indicador atingiu 382, ou seja, temos 3,82 vezes mais vagas em aberto por candidato na economia brasileira do que existia em janeiro de 2004. Isso sinaliza que o poder de barganha do trabalhador é muito maior agora do que era há 11 anos atrás, o que é consistente com o movimento de queda na taxa de desemprego que presenciamos ao longo desse tempo. Ainda assim é importante notar que desde o começo de 2014 o indicador Catho-Fipe de Vagas por Candidato parou de subir de forma consistente, o que parece sinalizar que o movimento de aumento do custo do trabalho dentro dos custos totais das empresas parece ter chegado no seu ápice. Em relação ao resultado de abril de 2014 o indicador mostra forte queda de 24,8%.

 

Fonte: Victor Peixoto



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